A Psicoterapia do Encantamento como instrumento de trabalho

Decifrar o que passa dentro do subconsciente para muitas pessoas pode ser uma prática relacionada apenas aos profissionais da psicologia. Mas nem sempre! Para quem busca o autoconhecimento, essa e muitas outras estratégias podem ser fundamentais para ter uma vida mais equilibrada e livre das angústias cotidianas.
Uma forma terapêutica e até pouco conhecida pela população de ir de encontro ao subconsciente é chamada de psicologia ou psicoterapia do encantamento. Ela se dedica a explorar a mitologia pessoal das pessoas e a perceber qual a real missão de vida delas. A partir disso, é possível entrar numa frequência de cura de vários males cotidianos como a depressão e outras diversas síndromes de ansiedade.
Uma das abordagens da psicoterapia do encantamento mais inusitada é feita por meio dos Contos de Fadas. Mais que contar histórias para colocar as crianças para dormir, os contos de fadas são indispensáveis na formação do ser humano. É o que afirma a psicopedagoga e terapeuta transpessoal, Suzana Montauriol.
Suzana ministra o curso de extensão universitária na Univida, Universidade da Vida, intitulado “Histórias que Curam – O Terapeuta da Palavra”. Este ano, o curso acontece a partir do dia 14 de abril, na Fazenda Santana, localizada na cidade de Vinhedo- SP. Suzana afirma que os contos infantis atuam de forma profunda e terapêutica na psique humana em qualquer fase da vida. “Os contos de fadas inspecionam as raízes dos sofrimentos cotidianos. Eles nos ajudam a compreender e a identificar nossas dores por meio da psicoterapia do encantamento que nos faz entender os símbolos sagrados do nosso inconsciente coletivo”.
Amabile Neves que é terapeuta ocupacional e aluna de Montauriol é adepta de várias iniciativas voltadas ao autoconhecimento. Para ela, a psicoterapia do encantamento a fez enfrentar suas questões pessoais e profissionais de forma muito menos sofrida que antes. “Os contos de fadas ajudaram a curar minhas dores por ter proporcionado a ampliação do meu autoconhecimento, principalmente no campo das emoções, dos afetos e das estruturas mentais. Também auxiliou a acolher a criança interior que existe dentro de mim, sobretudo minhas limitações, inseguranças, medos e consequentemente a ser mais amável e compreensível comigo mesma”.
De acordo com Suzana Montauriol, há muito tempo os mitos e os contos de fadas estão presentes no imaginário do homem. Estas histórias sobrevivem ao longo dos séculos, pois, contém símbolos universais que provém do inconsciente coletivo, que é a parte da psique que retém e transmite a herança psicológica comum da humanidade.
No curso em que ministra, a psicoterapeuta faz seus alunos perceberem os próprios arquétipos, ou seja, o que se passa dentro dos seus subconscientes. Tudo por meio de psicodramas, brincadeiras, danças, rodas de meditação e outras diversas vivências artísticas, culturais e holísticas. “Qualquer pessoa pode desenvolver essa habilidade e criar seu próprio mecanismo de cura, basta entender a psicologia do encantamento. É incrível como o mundo fantástico dos contos de fadas leva os participantes a terem uma mudança efetiva de paradigmas e a encararem os problemas da vida de forma mais leve, amorosa e libertadora”, avalia Suzana.
Para a administradora Ana Maria Reisky, a psicologia do encantamento por meio dos contos de fadas deu a ela a chance de viver catarses que a fizeram perceber seus principais conflitos internos. “Descobri coisas dentro de mim que nem sabia que existiam. A minha vida se tornou mais leve depois que comecei a entender pela psicologia de encantamento e os contos de fadas, que nem tudo está sob o nosso controle e que a vida nos apresenta muitos “lobos” que vão nos devorar sim, mas que o mais importante é encará-los com leveza na alma”, destaca.