Ah, essa tal Primavera!

Que invade nossa alma e floresce nosso jardim interno, transcendendo para o externo
em nossas casas e quintais. Flores multicoloridas tonalizam em diversas escalas, do
sutil ao intenso, garantindo deslumbramento, aos olhos de quem vê, olha e repara,
como sugere José Saramago!
É nesse movimento que a vida naturalmente flui e nos impulsiona a deslocar daqui
para alí, em busca de… De quê mesmo?! Ah… essa busca é de cada um, assim como
nos jardins, que há espinhos entre as flores, ervas daninhas e outros pormenores a
serem vistos, exigindo reparos e cuidados individuais e constantes. Clarice Lispector,
diz: “Ser feliz é para quem tem coragem”. Coragem exige movimento.
É o movimento do tempo passando, que transita entre as estações e vice-versa, nos
permitindo transmutar com ambos. É o movimento circular de cada estação, da
semeadura, do cuidado, do cultivo e a esperança da colheita. Na vida, não há
promessa de nada, mas há esperança em tudo. Afinal, um botão sempre é a
possibilidade de uma flor.
“Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante” (Antoine de Saint-Exupéry)